Tenho tido sonhos estranhos, sabe quando tudo aquilo que você pensa se transforma em “realidade” durante a noite? Vou tomar cuidado para não pensar no Fred Krueger.
Ih, já era.
Tem dias que eu realmente me preparo feliz, cantando no banheiro música velha e uns boleros que nem minha mãe sabe a letra. Mas essas mesmas noites a gente nunca sabe como termina. Meu medo é que isso seja o começo de um novelo de lã interminável, daqueles que você puxa a pontinha e parece sair tanta lã que você não sabe como nem onde enrolar mais.
Só sei que tudo isso se torna em sonhos horríveis e confusos que me atormentam durante o dia e voltam pior à noite, uma merda, por que dormir é uma das atividades que mais preso.
Daí tem toda aquela conversa que eu também não ando muito bem ultimamente, tristeza que vem sem explicar de onde e o porquê. Conversas cruzadas e pensamentos estranhos. Vez em quando entro numa paranóia dessas. De pensar em coisas incertas que certamente são imaginação de minha mente pouco insana.
Ontem tive uma revelação.
Não entendo porra nenhuma de fotografia.
Está ai um assunto pelo qual eu nunca me interessei. Sequer sei o nome de um bom fotógrafo. Pra mim meu professor de fotografia, matéria da qual eu gostava, porém mais pela produção do que pela foto em si, era uma pessoa foda em relação a fotos.
Me senti uma merda. Não por muto tempo, mas senti.
Sabe, sei me virar em alguns assuntos, meu problema é que olho em volta e vejo que alguém sempre é “perito” em alguma coisa, eu não. Não entendo profundamente sobre porra nenhuma. Somente gosto de alguma coisa.
Não sou Beatles maníaca, mas gosto, e muito dos Beatles. Da loucura libertária do Lennon, do capitalismo do Paul, da adoração à feiúra do Ringo e do meu preferido sem motivos claros, o George gosto dele.
Adoro Chico Buarque, paixão pela voz, pela calma, pela boemia e pelo o “vai se foder”, mas pouco me importo com sua vida ou como sua carreira se desenvolveu em plena “‘guerra’ da puta que o pariu”. Se suas letras falam de alhos ou bugalhos, se ele queria xingar o presidente ou mandar o general, coronel e toda a farsa militar brasileira se danar. Não precisa ser perito para analisar muitas de suas canções, livros e poemas. É pra issop que existe a história do Brasil, não que eu saiba lá muita coisa de história também.
Sou fã do Capitão América, porém pouco me importa se não sei tudo sobre ele, se foi ou se vai. Acontece que gosto, da figura, importante que me deliciei com poucas das histórias que li, do pouco que sei acho do caraleo.
Sempre achei que saber muito de alguém ou alguma coisa me tornaria crítica de mais. Pode ser sim, uma senhora desculpa.
Gosto de Green Day, Doors e Foo Fighters, mas não falaria nada de relevante sobre a carreira e muito menos da essência musical e todo o caraleo que envolve a música como arte. Apenas falaria: Ah, essa é legal eu gosto. Pra mim, que como musicista sou excelente ouvinte, ouço, não maltratou, ta valendo.
Pra mim musica e aquilo que te conduz e te faz cantar com alegria mesmo sem saber a letra. Que te leva a lembrar de coisas boas e marca uma época, um momento especial e só de ouvir um trechinho passando por um bar te vem àquela sensação gostosa sem explicação.
E esses são realmente meros exemplos de muita coisa que gosto, ouço, assisto, leio e não sei de nada muita coisa.
Pecado?
Também não acredito mais nisso. Era católica, larguei por conhecer “por dentro” e os fiéis lá fora, mas isso também não significa que conheça muita coisa.
Talvez meus “achismos” são mais relevantes que meu conhecimento.
Talvez tudo isso esteja em num patamar de: “Poxa isso é quase ignorância!”
Não que isso vá fazer eu vou correr ao Google e me chafurdar em conhecimentos fanáticos ou fazer com que eu procure entender de tudo um pouco e um pouco de tudo, não, não vou.
Creio preferir minha ignorância.
Creio que me viro até que mais ou menos com as coisas que eu ainda sei sentar pra discutir ou então me engano com isso também e não discuto sinceramente por ser leiga em tudo um pouco e um pouco em tudo.
Ou só esteja mesmo me achando uma merda, como em muitas outras vezes.
Ou precise mesmo é de um golpe de realidade.
Ou então me “manianicar em algo que realmente queira, acontece que não quero!
Ah! Que se foda!
Eu gosto de coca-cola, gosto e pronto!
.::. ao pé do ouvido – Big Me – Foo Fighters.